Três livros que marcam a vida de Tom Farias, um dos curadores do Fliaraxá
Tom Farias. Foto: Alexandre Brum

Três livros que marcam a vida de Tom Farias, um dos curadores do Fliaraxá

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Escritor, jornalista, crítico literário e pesquisador da cultura, da história e da literatura afro-brasileira, Tom Farias marca presença no IX Fliaraxá! Ele é responsável por mediar três mesas: “Literatura, identidade e pertencimento”, com Elisa Lucinda, Olinda Beja e Abdulai Sila (29/10, 19h); “Autora homenageada: Conceição Evaristo” (31/10, 20h) e “Entrelinhas da violência: inscrever e denunciar”, com Ungulani Ba Ka Khosa, Itamar Vieira Júnior e Luís Cardoso (1.º/11, 17h).

Entre diversos trabalhos publicados na mídia e na literatura, o mais recente é “Carolina, uma biografia”, que detalha a vida da escritora brasileira Carolina Maria de Jesus, uma das primeiras escritoras negras do Brasil. Para isso, Tom Farias fez um verdadeiro mergulho na vida e na obra da autora. Explorou contribuições dela na imprensa, arquivos originais da Biblioteca Nacional e o memorial em Sacramento, terra natal de Carolina, dedicado à escritora. A biografia foi lançada em 2019 no Fliaraxá.

Mais uma vez presente no evento, Tom Farias indica, entre muitas opções, três livros que marcaram a sua vida. Confira!

“A mãe”, de Máximo Gorki

“Foi o livro que me salvou da prisão”, explica Tom Farias na indicação. O romance faz um relato dramatizado da luta revolucionária por melhorias nas condições de trabalho a partir de uma ótica do mundo dos trabalhadores e seus familiares. A narrativa foi construída baseada nos ocorridos nas fábricas de Sormovo, na Rússia, em 1902. Dessa forma, conta a história do operário Zemolov (Pavel Vlassov no livro) e Anna, sua mãe (Pelagueia Nilovna no livro). 

“A rosa do povo”, Carlos Drummond de Andrade

“Livro que me aproximou, até na amizade, a Drummond, com que me correspondi”, define Tom Farias sobre a sua relação com o livro. Composto por 55 poemas, o volume reflete um dos tempos mais difíceis da história da humanidade: a Segunda Guerra Mundial. Foi escrito entre 1943 e 1945, num momento em que o exército nazista estava recuando e a Alemanha estava em ponto de derrota. Ao mesmo tempo, no Brasil, havia o Estado Novo, de Getúlio Vargas. Dessa forma, Drummond colocou, em poesia, dores, agonias e sentimentos coletivos e individuais comuns a todas as pessoas. 

“Quarto de despejo”, de Carolina Maria de Jesus

“Me revelou uma humanidade jamais vista na literatura brasileira, a ponto de me levar a escrever a biografia sobre a autora”, explica Tom Farias. Do que se trata este livro que revelou tanto para o autor? Na verdade, trata-se de um diário que deu origem a uma das obras fundamentais para a literatura brasileira. Nele, Carolina Maria de Jesus relata o seu dia a dia e as dificuldades da vida na favela. Para isso, descreve a fome, a dor, o sofrimento e as angústias de forma objetiva e contundente. A tiragem inicial do livro, com 10 mil exemplares, esgotou em uma semana de lançamento e já foi traduzida para 13 línguas. 

Acesse aqui a programação completa.

IX FLIARAXÁ  FESTIVAL LITERÁRIO DE ARAXÁ  28 DE OUTUBRO A 1º DE NOVEMBRO DE 2020

Transmissão virtual 24 horas pelo site e YouTube

 www.youtube.com/fliaraxá 

Informações: www.fliaraxa.com.br

Texto por Jaiane Souza/Culturadoria