Obras mais marcantes de Clarice Lispector
Acervo Clarice Lispector / Acervo Instituo Moreira Salles

Obras mais marcantes de Clarice Lispector

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Clarice Lispector é uma das homenageadas na 9º Fliaraxá. Em 2020 é o centenário de nascimento da escritora e jornalista. Nascida na Ucrânia, ela viveu no Brasil com a família desde muito nova. Escreveu romances, contos e ensaios. Considerada uma das escritoras mais importantes do século XX. No dia 31/10, às 17h, recebe homenagem no evento em mesa com Nélida Piñon e Marina Colasanti.

A escritora começou a escrever aos 24 anos. Morreu aos 56 anos, em 1977, vítima de câncer. É a principal representante da terceira fase modernista brasileira. Cenas cotidianas simples e tramas psicológicas são marcas da escrita dela. Além de inadaptação dos personagens, aproximação de vozes, interiorização narrativa e, por fim, epifania. Separamos quatro obras marcantes dela para você conhecer.

Perto do coração selvagem (1943)

Foi com este título que Clarice Lispector se lançou como escritora. O romance carrega a principal característica da autora: o estilo introspectivo. Sendo assim, conta a vida de Joana e o desenrolar das descobertas da personagem. Em resumo, uma mulher oprimida e estereotipada. A obra é um marco na literatura brasileira pela mudança na escrita. Dessa forma, deixou um legado. Em 1944 foi premiado como melhor romance de estreia pela Fundação Graça Aranha.

Laços de família (1960)

Este título é dedicado à contos. São treze no total. Alguns deles, foram publicados em jornais antes do lançamento do livro. Os textos passam por pessoas comuns durante atividades do cotidiano. A maioria donas de casa. Sendo assim, os temas abordam casamento e família. Recebeu o Prêmio Jabuti de Literatura na categoria de contos, crônicas e novelas, em 1961.

Felicidade Clandestina (1971)

Em resumo, o livro reúne 25 contos breves. Em suma, eles retratam a infância, adolescência e família. E claro: não deixa de passar pela angústia da alma. A coletânea traz textos marcantes, por exemplo, “Menino a bico de pena”, “O ovo e a galinha” e “Restos de carnaval”. Alguns dos escritos falam sobre a infância da escritora. A obra deu origem à um curta metragem, em 1988.

A Hora da Estrela (1977)

Romance mais famoso de Clarice fala sobre a história da datilógrafa alagoana, Macabéa. Ela muda para o Rio de Janeiro. Logo em seguida, tem sua rotina narrada por Rodrigo S.M., um escritor fictício. A narrativa foge da linha que a autora sempre trabalhou. Dessa maneira, apresenta questões filosóficas e existenciais. O livro foi escrito todo a mão em pedaços de papel.