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Lucrécia Zappi e Afonso Borges conversam sobre a literatura como instrumento de construção (Foto: Drigo Diniz)

Noite do segundo dia do 11º Fliaraxá endossa a valorização patrimonial

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Com a chegada da noite, o público presente se diferenciou daquele que frequentou o pavilhão do 11º Fliaraxá durante o turno diurno. Os auditórios e a livraria, antes frequentados por crianças e adolescentes, cedeu espaço para que uma parcela adulta viesse conferir a programação do Festival Literário de Araxá.

Ao mesmo tempo em que a faixa etária do público mudava, o Espaço Gastrô abria espaço para receber o povo araxaense. A programação musical se dividia entre o coreto e o palco do 11º Fliaraxá, que contaram com a passagem do DJ Lucio Ilian, tocando brasilidades e lounge, de Rivas, encantando com sua expertise em violão, e de Lula Ribeiro e Marco Lobo, dois amigos que cativam o público com a relação sonora de amizade.

Outro tema tocante à amizade foi uma homenagem feita a Pedro Muriel, escritor do livro “Proesia”, lançado anteriormente no Fliaraxá. Falecido em 2022, Pedro conquistou a cidade mineira com sua prosa poética. Após conquistar admiradores araxaenses, seu trabalho chegou até grandes nomes da literatura, como é o caso do escritor moçambicano Mia Couto. Entre amigos, admiradores e visitantes que se interessaram pela história de Muriel, foi realizada uma celebração de sua vida e obra.

O 11º Fliaraxá se atém integralmente ao tema desta edição: Educação, Literatura e Patrimônio. Esse fato não é esquecido hora alguma por seus palestrantes. Por mais que o tema literatura seja onipresente em um festival literário, quem ganhou protagonismo na noite de quinta-feira foi a temática do patrimônio. Dando continuidade a uma tarde repleta de palestras voltadas diretamente ao assunto, a programação noturna reitera a importância de relembrar as histórias – sejam as nossas, sejam as de nossos antepassados.

A questão da negritude aparece mais latente do que nunca nesta edição, o que é possível confirmar a partir da presença de trancistas disseminando a cultura que advém do patrimônio afro e passa a incorporar o estilo dos mais diversos tipos de cabelo. “Hoje em dia, a trança é um modo de estilo. Ela carrega nossa identidade e é apenas uma das formas de resistência do povo negro, mas que pode ser utilizada por quem quiser”, diz Íris da Silva, uma das trancistas que integra o evento. Cabeleireira há mais de dez anos, ela fica contente em poder participar do 11º Fliaraxá, e reforça o convite para uma roda de conversas entre trancistas. O evento será realizado às 11h de sábado, dia 8/7, no auditório 3.

Logo ao lado da área designada para as trancistas desenvolverem suas artes, Gabriel Sirbag e Matheus Black, artistas responsáveis pela identidade visual da exposição “Muros Invisíveis”, disposta na fachada do Estádio Municipal Fausto Alvim, onde o 11º Fliaraxá é realizado neste ano, promovem uma ação relativa à mostra. Chamado de “Muros Invisíveis em Ação”, o visitante que desejar pode ter sua foto tirada por Gabriel e editada por Matheus, parecendo, assim, que está inserido na mostra “Muros Invisíveis”.

Gabriel Sirbag e Matheus Black promovem o "Muros Invisíveis em Ação" (Foto: Drigo Diniz)
Gabriel Sirbag e Matheus Black promovem o “Muros Invisíveis em Ação” (Foto: Drigo Diniz)

Relativo às artes visuais, a artista Marlette Menezes adentrou o universo do Adinkra, simbologia adotada para compor a identidade do Fliaraxá desde sua edição passada. Composto por ideogramas referentes a elementos da natureza, o Sankofa é o ícone do Adinkra que mais dialoga com o Festival. Trata-se de um pássaro que olha para trás enquanto carrega uma semente em seu bico. Há uma simbologia por trás disso: o Sankofa representa a questão do patrimônio, tão reforçada no Fliaraxá, uma vez que diz da importância de olhar para o passado para seguir em frente e, a partir dos aprendizados conquistados, seguir em frente para viver o presente e construir o futuro.

Com ciclos de debates contando com a presença de Lucrécia Zappi, Luana Tolentino, Cássia Letícia de Paula e Silva, Adriana Aparecida Alves, Jamil Chade, Trudruá Dorrico, Sérgio Abranches, Roberta Muriel e Chico Mendonça, a noite do 11º Fliaraxá carregou consigo o ideal do Sinkofa, andando rumo ao futuro carregando consigo nossas memórias e ancestralidades.

O Fliaraxá é apresentado pela CBMM, com patrocínio do Itaú e da Cemig, via Lei Federal de Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura, com apoio da TV Integração, Prefeitura Municipal de Araxá, Fundação Calmon Barreto, Câmara Municipal de Araxá, Academia Araxaense de Letras, Condor Eventos, Vale Sul/Goethe-Institut, Instituto Terra e Sesc.

Serviço:

11.º Festival Literário de Araxá – Fliaraxá

De 5 a 9 de julho, de quarta-feira a domingo

Tema: “Educação, Literatura e Patrimônio”

Local: programação presencial no estacionamento do Estádio Municipal Fausto Alvim (Av. Imbiara – Centro, Araxá) e programação digital no YouTube, Instagram e Facebook – @fliaraxa

Informações:

@fliaraxa – www.fliaraxa.com.br

Informações para a Imprensa:

E-mail: imprensa@fliaraxa.com.br
WhatsApp: 31 9 9204-6367 – Jozane Faleiro