Luiz Ruffato revela três livros que marcaram a vida dele
Foto: Filipe Ruffato / Divulgação

Luiz Ruffato revela três livros que marcaram a vida dele

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Luiz Ruffato é escritor mineiro, autor de contos, crônicas, ensaios e romances. Dentre os trabalhos do autor estão “Eles eram muitos cavalos”, “Histórias de Remorsos e Rancores” e “O amor encontrado”.

Ruffato é uma das atrações do Fliaraxá 2020. Dessa forma, participará da mesa “A língua para contar: histórias de um povo e de um lugar”, no dia 29 de outubro, às 16h. Além de ser moderador, no mesmo dia, às 18h, da mesa “Que gênero é: conto”.

Filho de um pipoqueiro e de uma lavadeira de roupas, o escritor sempre teve a literatura como norte de vida. Estudou comunicação e começou a escrever. Guarda prêmios como, por exemplo, o Casa de las Américas (2001, 2013) e da Associação Paulista dos Críticos de Arte (2001).

Três livros marcaram a vida do escritor. Ele fala quais são as obras e os motivos.

Babi Iar, de Anatoly Kuznetzóv

Este foi o primeiro livro que Ruffato leu na vida, “portanto, o que mais impacto provocou”, conta. A obra de Anatoly Kuznetzóv, em resumo, é um romance documentário sobre o massacre de Babi Yar, o assassinato de mais de 33 mil judeus em dois dias, em setembro de 1941. O livro foi publicado em 1966.

Ilusões Perdidas, de Honoré de Balzac

“Me impactou por ter sido o que me alertou para o caráter dos seres humanos”, revela. Este título é um dos mais famosos e extensos de Balzac. Retrata, em três partes, a sociedade da França durante a Restauração Francesa (1814-1830), em diversos aspectos. Dessa maneira, o autor trata de vários temas sem descuidar da linguagem.

Memórias póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis

Por fim, a obra de Machado de Assis foi escolhida pelo escritor “por ter sido aquela que me proporcionou reflexões a respeito do ato de escrever”. Do gênero literatura experimental, “Memórias póstumas de Brás Cubas” é uma das principais obras do autor. É considerada marco inicial do realismo no Brasil. É a história de vida de um narrador que está morto.