O que Monja Coen já nos ensinou em outras edições do Fliaraxá?
Monja Coen - Foto: André Spinola e Castro / Divulgação

O que Monja Coen já nos ensinou em outras edições do Fliaraxá?

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A edição 2020 celebra a terceira participação consecutiva de Monja Coen no Fliaraxá. Como tem sido tradição, ela abrirá o IX Fliaraxá no 28 de outubro, às 19h. O tema da mesa, mediada por Afonso Borges, será “Paciência – um dia de cada vez”. Coen é monja zen budista brasileira, fundadora da comunidade no Brasil, missionária oficial da tradição Soto Shu e autora de muitos livros. “Ponto de Virada”, de 2020, é o mais recente deles.

Todos os encontros com a Monja Coen são sempre carregados de ensinamentos. O objetivo dela é ser a transformação que deseja no mundo. Em suas passagens pelo Fliaraxá, deixou palavras de otimismo, esperança, compaixão e empatia. Além de conselhos de vida e dicas para transformação. Confira seis ideias deixadas por ela nas duas últimas passagens pelo evento.

Monja Coen no Fliaraxá 2019 – Foto: Daniel Bianchini / Divulgação

É preciso viver o tempo

“Nós somos o tempo. Ele não está separado de nós. A nossa vida é o tempo. Nada jamais se repete. Se você tiver presença pura, o tempo é enorme.” Coen defendeu, na abertura do Fliaraxá, em 2019, a relação do ser com o tempo. Sendo assim, segundo ela, o tempo é o mesmo para todos. Em resumo, é preciso saber o que fazer dele. Ela recomenda que devemos apreciar a vida e cada instante dela. “Não ache que depois será bom. Tem de ser bom onde você está e se for ruim, aprecie.”

A escolha é sua

Para Monja Coen não somos anjos nem demônios. E ela nos indaga: “Qual sua escolha de vida? Você percebe que aquilo que você faz e pensa mexe na trama da existência? De que maneira você está mexendo nisso? É sempre o outro o culpado. Será que nós não fazemos da nossa vida o céu e inferno e queremos culpar o outro?”. Dessa maneira, ensina que nós somos responsáveis pelas nossas escolhas e por tudo que vivemos.

A vida tem sentido

Muita gente não sabe para que veio ao mundo e anda perdido. No Fliaraxá, em 2018, Coen afirmou que há propósito e sentido na vida. Entretanto, é preciso pensar, refletir e dialogar sobre isso. “Quem conhece a si mesmo não ofende nem é ofendido. Minha proposta é de que todos se conheçam com profundidade e pensem na vida.”

Perceber e ter sensibilidade do outro

Monja Coen é contra qualquer atitude egoísta. Contudo, sabe que se colocar no lugar do outro é algo difícil. Ela deixa um recado: “Precisamos ter percepção e sensibilidade do outro. Temos de dar oportunidade ao outro de mudança e transformação. Dessa forma, temos de apreciar a vida com movimento de transformação”, afirma.

O Inferno Somos Nós

Foi para falar deste tema que Coen participou do Fliaraxá 2018. É também o título do livro feito em parceria com Leandro Karnal. A obra, em síntese, surgiu quando ouviu em uma peça de teatro de Sarte alguém dizer que o inferno são os outros. Mas, junto ao escritor, após uma conversa de quatro horas, chegou à conclusão de que o inferno somos nós, pois somos os responsáveis por sua criação. “O inferno é a raiva, o ódio, o rancor e o desafeto. O céu é quando somos capazes de nos relacionar com harmonia e respeito com tudo que existe.”

Diálogo é necessário

Coen defende que o diálogo é a melhor forma de se resolverem as coisas. Ou seja, uma ferramenta de vida. “Podemos pensar de forma diferente. É preciso dialogar sem insultar. É preciso ouvir o outro para entender seu ponto de vista. Dialogar: é isso e nos faz bem.”

Monja Coen no Fliaraxá 2018 – Foto: Daniel Bianchini / Divulgação