Confira três livros que deixaram marcas em Marina Colasanti
Foto: Frederico Mendes / Divulgação

Confira três livros que deixaram marcas em Marina Colasanti

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Ganhadora de seis prêmios Jabuti, Marina Colasanti tem mais de 70 obras voltadas para o público adulto e infantil. É escritora, jornalista, tradutora e artista plástica. Ela participará do Fliaraxá, no dia 31 de outubro, às 17h, na mesa sobre a patrona Clarice Lispector. Colasanti foi amiga pessoal dela. Nélida Piñon e Simone Paulino também participarão do encontro.

Marina Colasanti nasceu na Eritreia, viveu na Líbia, na Itália e, por fim, veio para o Brasil. Com DNA artístico, desenvolveu habilidades e tornou-se escritora de sucessos, como “Uma Ideia Toda Azul”, “Entre a Espada e a Rosa” e “As Aventuras de Pinóquio”. Trabalha com diversos temas, por exemplo, com histórias de amor, sobre o papel da mulher na sociedade e sobre os relacionamentos interpessoais. 

Conheça três livros que deixaram marcas em Colasanti. Ela explica os motivos.

ILÍADA E ODISSEIA, DE HOMERO

A escritora revela que ficou habitada para sempre após ler os dois livros. Ela leu ambos por volta dos seis anos. Ilíada é um dos dois principais poemas épicos da Grécia Antiga. Fala sobre os 51 dias do décimo e último ano da Guerra de Troia. Odisseia dá sequência à Ilíada. Diferente do primeiro trabalho, em resumo, fala de viagens e das aventuras da personagem do Odisseu.

LIRICHE CINESI (1753 a.C- 1278 d.C )

Aos 18 anos, Colasanti teve contato com Liriche Cinesi, um livro chinês de poesias. Ganhou de uma amiga de infância, em viagem que fez à Itália. “Foi uma descoberta. Uma poesia em suspensão, de poucas palavras, sempre ligada à natureza e à passagem do tempo. Poesia de pinceladas absolutamente precisas. Tão diferente da poesia mais palavrosa que eu conhecia até então”, conta.

UNE LEÇON DE MORALE, DE PAUL ÉLUARD

Este é um livro francês de 27 poemas. O exemplar foi presente do pai da escritora. “Não entendia tudo o que o poeta queria dizer, nem poderia. Mas a poesia dele me emocionava sobremaneira. Decorei poemas, para poder repeti-los em silêncio e voltar a me comover. O livro tem uma particularidade: todos os poemas têm uma versão para o bem e outra para o mal. O que me ensinou de maneira indelével que tudo pode ser visto de outro ângulo”, revela.