A manhã de abertura do 14º Fliaraxá foi marcada por música, literatura, brincadeiras e reflexões sobre educação. Nesta quarta-feira, 14 de maio, crianças, adolescentes e professores ocuparam o Teatro CBMM e o Auditório da Biblioteca em atividades que aproximaram leitura, imaginação e participação coletiva logo nas primeiras horas do festival.

Entre contações de histórias, oficinas de poesia e debates sobre o futuro da educação, o público infantojuvenil deu o tom do primeiro dia do evento, em um ambiente de entusiasmo e interação. Nos corredores e nas saídas das atividades, crianças deixavam os espaços cantando, pulando e comentando as apresentações, enquanto professores e acompanhantes também se envolviam com a atmosfera da programação.

Literatura, música e cerrado no palco do Teatro CBMM

Abrindo a programação da manhã no Teatro CBMM, a mesa O lobo-guará e os sons do cerrado reuniu as escritoras Ina Arefieva e Luciana Olivier em uma experiência voltada ao público infantil.

A proposta uniu literatura, música e interação com as crianças em uma atividade marcada pela participação constante do público. Em diversos momentos, uma das convidadas tocou violino ao som de músicas ligadas ao universo do cerrado, enquanto as crianças acompanhavam cantando junto.

Autora de literatura infantil, poemas e crônicas, Ina Arefieva apresentou ao público seu livro de lançamento “A vassoura da bruxa da casa da vovó”, obra que também integrou uma sessão de autógrafos ao final da atividade. Luciana Olivier, que lança “Cuidado com o Lobo” no Fliaraxá, é ilustradora de livros infantis com uma produção que combina imaginação e sensibilidade, aproximando arte e literatura no universo infantil.

O clima descontraído e afetivo marcou o encontro e, ao final da atividade, crianças deixavam o teatro comentando a experiência com entusiasmo e elogiando as convidadas.

Histórias cantadas e interação com o público infantil

Na sequência da programação do Teatro CBMM, o Grupo Tecendo Histórias apresentou a contação O peixe que não sabia nadar, atividade que transformou o palco em um espaço de música e brincadeira.

As integrantes do grupo surgiram caracterizadas de peixe ao som de trilha musical, arrancando risos e reações imediatas das crianças. Ao longo da apresentação, músicas, coreografias e momentos de interação fizeram com que o público participasse ativamente da contação de história.

As crianças acompanharam as canções, repetiram movimentos propostos pelas artistas e responderam às dinâmicas da apresentação, em uma atividade marcada pelo envolvimento coletivo.

Educação e pensamento crítico em debate

No Auditório da Biblioteca, a programação também abriu espaço para reflexões voltadas ao público adolescente. A mesa A escola que fomos, a escola que somos, a escola que seremos reuniu Antonio Augusto Menezes Maneira, professor pós-graduado em Gestão Escolar, e Dilma Dutra Borges de Castro, professora e coordenadora pedagógica do Colégio Atena Poleis. A mesa contou com mediação do professor e escritor Ulisses Pinheiro Lampazzi.

Durante o encontro, os participantes discutiram transformações na educação e os desafios contemporâneos ligados à formação das novas gerações. Entre os temas abordados, destacou-se a importância da valorização do pensamento crítico, da criatividade e do trabalho manual em um contexto cada vez mais atravessado pela tecnologia e pela inteligência artificial.

Os convidados alertaram para a necessidade de que os jovens desenvolvam autonomia intelectual e capacidade de expressão própria, ressaltando que a tecnologia deve atuar como ferramenta de apoio, sem substituir a dimensão humana do aprendizado e da criação.

Oficina de poesia

Também no Auditório da Biblioteca, a oficina Varal de Poemas: Eu vejo o mundo pela poesia, conduzida pelas professoras Yasmin Amorin Viana de Castro e Rosiely Caroline Gonçalves Brito, convidou crianças a exercitarem a escrita poética a partir da observação de imagens.

Após uma conversa inicial sobre poesia e imaginação, os pequenos receberam folhas ilustradas com diferentes imagens e foram convidados a escrever poemas inspirados pelas sensações e interpretações despertadas pelas figuras. A atividade transformou o espaço em um ambiente de criação silenciosa e concentração, estimulando a relação entre linguagem, sensibilidade e expressão individual. 

Além das atividades literárias e educativas, o público também pôde visitar a livraria oficial do festival, montada na saída do Teatro CBMM. O espaço reúne obras de autores convidados da 14ª edição do Fliaraxá, além de títulos voltados ao público infantil, juvenil e adulto. 

Após algumas atividades da manhã, crianças e famílias aproveitaram o momento para circular pela livraria, conhecer os livros apresentados nas mesas e participar de sessões de autógrafos com os convidados.

A programação infantojuvenil segue ao longo do 14º Fliaraxá com atividades voltadas à formação de leitores, à imaginação e ao encontro entre literatura, arte e educação.

 

O Fliaraxá

Realizado pela Associação Cultural Sempre um Papo com patrocínio da CBMM, via Lei Rouanet e apoio da Academia Araxaense de Letras e TV Integração, o 14º. Fliaraxá – Festival Literário Internacional de Araxá – celebra os 100 anos de nascimento de Milton Santos, patrono desta edição e homenageia três personalidades: José Eduardo Agualusa, que vem de África, a professora Maria de Lourdes Bittencourt de Vasconcellos e o Mestre General de Congado Jerônimo Pereira de Lima, ambos personalidades da história de Araxá. O tema do evento é “Meu Lugar do Mundo” e assinam a curadoria, Sérgio Abranches, Afonso Borges, Rafael Nolli e Carlos Vinícius. 

 

Serviço

14.º Festival Literário Internacional de Araxá – Fliaraxá

De 14 a 17 de maio de 2026, quinta a domingo

Local: Teatro CBMM do Centro Cultural Uniaraxá (Av. Ministro Olavo Drummond, 15 – São Geraldo)

Acompanhe programação digital no YouTube, Instagram e Facebook – @‌fliaraxa

Entrada gratuita

Informações para a imprensa: imprensa@sempreumpapo.com.br