Saiba como foi o último dia do 10.° Fliaraxá
Gabriel Andrade e Janaína Silva, durante a mesa "Muros Invisíveis" (Foto: Drigo Diniz)

Saiba como foi o último dia do 10.° Fliaraxá

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Chegou ao fim no dia 15 de maio, domingo, o 10.° Festival Literário de Araxá – Fliaraxá -, que começou no dia 11 de maio, quarta, e aconteceu em formato phygital – ou seja, físico e digital. Ao longo destes dias, o evento trouxe diversas atrações como exposições, espetáculos de dança e música, programação infantil, oficinas e slam. Presencialmente, o evento ocorreu em vários locais de Araxá: Grande Hotel, Teatro Municipal Maximiliano Rocha, Parque do Cristo e Fundação Cultural Calmon Barreto.

O último dia de Festival começou com uma importante mesa que debateu o racismo, a violência e a invisibilidade de pessoas negras. “Muros Invisíveis”, o nome da exposição que o Fliaraxá inaugurou no centro da cidade, foi o tema que norteou o debate. A mostra apresenta 42 fotografias de afroempreendedores de Araxá, expostas em totens de mais de dois metros de altura.

Na mesa, participaram o fotógrafo da exposição, Gabriel Andrade de Paula, e o curador Carlos Vinicius Santos, sob a mediação de Janaína Silva. “Não dá para falar que foi só uma exposição. É um marco histórico na cidade de Araxá. É um marco histórico para nós, o povo preto. (…) A gente não está tentando fazer uma sociedade que não tenha racismo. A gente quer que o futuro seja antirracista”, afirmou Gabriel durante a conversa.

Além de curador da exposição “Muros Invisíveis”, Carlos Vinicius Santos foi também o vencedor do Slam Para Carolina. A final da batalha de poesia falada, que contou com a participação de mais de dez slammers, ocorreu na parte da tarde, no Palco Itamar Vieira Junior. “A nossa vitória começou quando a gente teve espaço, quando a gente ocupou esse lugar, quando a gente pegou o microfone e fez as pessoas nos ouvirem. (…) A vitória é nossa, é da poesia”, afirmou Carlos em seu discurso de agradecimento.

Já na programação on-line, ocorreram mesas, por exemplo, sobre o protagonismo feminino e a literatura produzida por negros. O curador do festival, Tom Farias, mediou uma conversa de tema “Quem tem medo do(a) escritor(a) negro(a)?”, com o poeta Oswaldo de Camargo e a escritora Miriam Alves. Outro destaque da programação virtual foi a mesa do rapper MV Bill e o artista musical Preto Zezé. Sob a mediação de Angélica Ferrarez, eles conversaram sobre suas trajetórias na música. Toda a programação on-line do 10.º Fliaraxá está disponível no canal do YouTube do festival.