Narrar o horror para que ele não se repita

Narrar o horror para que ele não se repita

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Por Denise Fernades

Um importante debate tomou conta do penúltimo dia da 10ª edição do Fliaraxá. Simone Paulino conversou com Scholastique Mukasonga  sobre o tema “Do racismo ao genocídio: narrar o horror para que ele não se repita” e abordou questões que parecem coisa de filme, mas ainda acontecem na vida real.

Scholastique Mukasonga é escritora, nasceu em Ruanda e atualmente mora na região da Baixa Normandia, na França. Dentre os livros publicados por ela, estão a trilogia A mulher de pés descalços, Nossa Senhora do Nilo e Baratas, além de Um belo diploma. Com a jornalista e escritora Simone Paulino, ela debateu temas como racismo e genocídio, que, apesar de serem amplamente condenavéis, ainda persistem em acontecer em nossa sociedade, em maior ou menor grau.

A escrita de Scholastique pode ser considerada como uma literatura de testemunho. A autora destacou como o racismo ainda hoje é um tema central e especialmente importante para ela que viveu isso na carne. “Essa é uma questão que permeia minha trajetória e meus livros desde o que aconteceu em Ruanda, em 1994, quando perdi 37 pessoas da minha família”, relembra Scholastique. A autora ainda afirma que o “genocídio é a consequência de uma ideologia que diz serem alguns seres humanos menos que humanos e, portanto, podem ser eliminados”, e isso foi o que ela viveu em sua infância.

Segundo Scholastique, com a literatura, é possível revelar o que foi deliberadamente omitido. E exatamente por isso que debater assuntos como esses é de suma importância para eles não voltarem a se repetir.

Para assistir ao debate completo, basta clicar no link: https://www.youtube.com/watch?v=b9C6Q3gOYWs&t=18s