2012-2022 – Uma década de fliaraxá. Um marco para a cultura local. E queremos mais.
Estudante folheia livro infantil na Livraria do Barreiro, no 10° Fliaraxá (Foto: Drigo Diniz)

2012-2022 – Uma década de fliaraxá. Um marco para a cultura local. E queremos mais.

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Texto por Luiz Humberto França, Pres. Academia Araxaense de Letras

No século XVII o poeta inglês John Donne já dizia que ninguém é uma ilha, completo em si próprio. Quatro séculos depois a máxima continua valendo. Viver conectado não garante conhecimento total nem sabedoria plena. Abre portas, janelas, descortina novos horizontes, só que ainda é pouco. Falta a outra parte e é aí que entra a interação pessoal ou virtual, a troca de ideias, enfim receber do outro aquilo que não sabemos e transmitir o que aprendemos.

Transportando para a realidade da literatura, da cultura araxaense é igual: sabemos de algumas coisas e não sabemos de outras. E aí que entra Afonso Borges, gestor cultural que mexe o doce da cultura até quando está dormindo. Quando Afonso e sua equipe chegam com o Fliaraxá é certeza que seremos atualizados de tudo que acontece no mundo literário e das artes. São 5 dias de imersão e um corre-corre para tentar não perder nada, com acesso direto a escritores consagrados e autores iniciantes de grande potencial. Saímos do Fli renovados, com novos conhecimentos, a cabeça cheia de ideias e a sacola cheia de livros.

O festival começou pequeno, no pátio da Fundação Cultural e hoje é um dos maiores do Brasil, atraindo até autores e leitores de outros países. Os temas foram os mais variados possíveis e não existem tabus, tudo é discutido: alma, juventude, amor, cidades, diferenças, utopia, revolução, abolição. Já são 10 anos de positivos impactos culturais, sociais e econômicos para Araxá.  Uma década de incentivo à leitura e a produção literária, revelando talentos, seja na programação local ou no prêmio de redação, que dá voz aos estudantes.

A Academia Araxaense de Letras é parceira do Fliaraxá e seus escritores encontram no festival, abertura para divulgar sua produção literária e assim se aproximar ainda mais da comunidade, do leitor de um modo geral. E para celebrar essa parceria renovada termino este texto com uma aldravia- novo estilo de poesia com uso mínimo de palavras-  feita pela acadêmica Vilma Cunha, que foi a patrona deste ano do Fli.

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