Conceição Evaristo indica quatro livros inesquecíveis
Conceiçao Evaristo. Foto: Lis Pedreira/Divulgação

Conceição Evaristo indica quatro livros inesquecíveis

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Escritora, poeta, romancista e ensaísta. Ganhadora do Prêmio Jabuti de Literatura, em 2015, a mineira Conceição Evaristo é uma das homenageadas do IX Fliaraxá. Conceição começou a escrever na década de 1990, depois de cursar Normal e Letras. É mestra em Literatura Brasileira e doutora em Literatura Comparada.

Claro que falaremos bastante da obra dela, mas, agora, queremos conhecer mais sobre os livros que marcaram a vida dela como leitora.

Quarto de Despejo: Diário de uma favelada, de Carolina Maria de Jesus 

Carolina Maria de Jesus é uma escritora mineira. Teve apenas dois anos de estudo e escreveu grandes livros. Em 1960, publicou “Quarto de Despejo: Diário de uma favelada”, que, em resumo, é o resultado de um diário de anotações. Narra a rotina dela na periferia de São Paulo, entre 1955 e 1960. Dessa maneira, entre os assuntos, a autora aborda a dor, o sofrimento, a fome e as angústias dos moradores. No lançamento, pela editora Francisco Alves, os dez mil exemplares esgotaram-se em uma semana. A obra já foi traduzida para 13 idiomas e inspirou várias manifestações artísticas. Em 2019, o escritor Tom Farias lançou a biografia de Carolina Maria de Jesus no Fliaraxá.

A Cor da Ternura, de Geni Guimarães 

Publicado em 1989, pela editora FTD, o conto “A Cor da Ternura” fala sobre a infância pobre e sofrida de Geni Guimarães. Dessa forma, ainda passa uma mensagem sobre como viver com ternura em um país racista. Entre os relatos mais fortes da obra, está a história do dia em que Geni tentou tirar a cor da pele com uma bucha. Com o livro, a escritora venceu os prêmios Jabuti, em 1990, e Adolfo Aizen, em 1989. Geni começou a carreira publicando poemas em jornais de Barra Bonita-SP.

O Olho Mais Azul, de Toni Morrison

Um dos livros mais impactantes de Toni, o primeiro escrito por ela, fala sobre o preconceito racial que uma menina negra, de 11 anos, enfrenta. Pecola Breedlove sonha com uma beleza diferente da dela. Ou seja: olhos azuis. Mas com o tempo, a garota encara o corpo de outra forma. Sendo assim, a obra faz uma reflexão sobre raça, classe social e gênero. Toni é uma escritora norte americana, a primeira negra a receber o prêmio Nobel de Literatura, em 1993. Em 2019, deixou para o mundo um legado enorme.

O Diário de Anne Frank , de Anne Frank 

Lançado em 1947, o livro foi escrito pela jovem Anne entre 1942 e 1944, durante a Segunda Guerra Mundial. O Diário de Anne Frank é a última indicação de Conceição. Nele, a autora narra momentos vivenciados por um grupo de judeus confinados em um esconderijo. Contudo, a jovem foi vítima do holocausto. Publicado em mais de 40 países e traduzido em 70 idiomas, vendeu 35 milhões de cópias. A Organização das Nações Unidas (ONU) considera as anotações como patrimônio da humanidade. Uma das figuras mais discutidas no século XX.